O que há @qui?

... textos da minha autoria (ou com os créditos devidos se não forem) ... imagens da internet (algumas fotos minhas) ... poesia em prosa (e prosa poética) ... links poéticos (outros não) ... as minhas músicas (também as tuas talvez) ... comentários (ou não) ... eu e o meu narcisismo... somente!

"amor..."


Ouço numa voz sussurrante
As palavras que sempre gostei de ouvir
“Quero sentir a tua pele”
E então, calo lágrimas e palavras
Cansada de lutar guerras só minhas
E outras como se o fossem
Alguém lutou por mim?
Gostava de ouvir de novo

“amor…”

últimas palavras


Neste momento em que te escrevo
recordo-me com saudade
dos planos que fazia na minha cabeça
de como iria ser
se nos tivéssemos chegado a encontrar
 No último pôr-do-sol da minha vida
neste dia em que tudo se vai acabar
penso em tudo o que iríamos ser
se nos tivéssemos encontrado
sem ser em sonhos
 Quando a última palavra desta missiva
sair da tua boca que adivinho perfeita
estarei esperando-te ansioso
no portão de outro lugar qualquer
para te agarrar na mão e não mais largar
Ao leres as minhas últimas palavras
que agora te dedico, a tua amada
estará eternamente à tua espera noutro lugar
que almejo nos possa reunir finalmente
já que a vida o não fez

@lexis


t@lvez


nada sou
e provavelmente nunca o terei sido
mas deixem-me a ilusão
ou a parca lembrança que talvez
por um dia, uma hora, um minuto... fui!

@lexis

toque de pele


sem te tocar
recordo cada recanto do teu corpo

sem te ver
lembro o brilho dos teus olhos

sem te sentir
sei como ainda vibras em mim

sem ti 
vivo também sem mim

@lexis

...


Tenho em mim sonhos por reinventar
Enquanto a madrugada aquece o meu corpo 
Já arrefecido por não sentir o teu

dor de nad@


Doem as mãos
Do toque que já não existe

Arranham-me a garganta
As palavras que já não digo

Seca-me a boca
Pelos beijos que sufoco

E tudo o mais é um nada
De um tudo que já nem sinto

@lexis

Obrigad@


Abraço-te em sonhos – o etéreo não se toca
Falo-te sem palavras e sei que me escutas
Com aquela certeza que só os levemente loucos têm
Pergunto-te o que duvido – em silêncio e só para nós
E respondes com sinais que só eu entendo

Abraçada estavas já pelo frio eterno de Morpheu
Naquela hora em que mesmo daqui a cem anos seria cedo,
No momento em que o calor de quem te ama de nada serviu.
A certeza de nada poder fazer deixa-nos inertes,
Entregues à duvidosa justiça que nos leva de nós
Quem nos deu o bem mais precioso que temos - a Vida!

Obrigada Mãe.


...


E porque hoje me sinto assim
Sufocada pelo sal das ondas
Sentindo o vento que vem do mar
Em cada um dos meus poros
A boca sabe-me a amargura
E esmagada pela areia da praia
Sinto o peso de mil marés
Em busca de um porto seguro

perto t@o longe


mesmo que já tivesse começado quando nasci
e já só termine quando morrer um dia
não consigo dizer o que sinto por palavras

ainda que o começo de toda uma vida tarde
e o fim que se adivinha na morte se me acabe
o perto de estar em ti continua assim longe

@lexis

hoje n@o

 
Hoje não
Hoje preciso de contemplar o sol
E imaginar-me numa praia deserta
 
Hoje talvez
Seja o dia para saborear as ondas
 
Hoje não
Hoje preciso de erguer a cabeça
E pensar que me falta meia vida
 
Hoje talvez
Seja o dia para dizer todas as verdades
 
Hoje não
Hoje tenho de ler aquele livro
Que prosa sobre um mundo melhor
 
Hoje talvez
Seja o dia para eu o começar a escrever
 
Hoje não
Hoje tenho de ouvir música e cantar
E rir como se disso dependesse o meu respirar
 
Hoje talvez
Seja o dia para compor uma canção
 
Hoje não
Amanhã fico triste
Hoje não
 
@lexis
8/Março/2014

memóri@


No meu sonho ...
A praia estava deserta e a areia quente
Filtrada pelo calor dos corpos feitos um
 
Na minha cabeça ...
O brilho das estrelas era mais intenso
Reflectido nos olhos que se alimentavam
 
Naquele noite ...
Os olhos falavam o que as bocas não podiam
As mãos inventavam caminhos no corpo um do outro
 
Na minha pele está a memória do que não foi.

soltári@


 
 

Hoje acordei triste
Percebi que tudo o que se dá é pouco
Hoje acordei solitária
Mas acompanhada com pensamentos tristes
Hoje acordei assim
Sem querer reconhecer o porquê
De tanta tristeza solitária
Pergunto-me se eu não estiver cá amanhã
Alguém dará pela minha falta
Olho no espelho e percebo
Que nem mesmo eu estou cá

pres@

não tenham nunca pena de mim

que desde sempre amei assim

assim como quem nada mais tem

dispenso (agora) a dor de amar

o sofrer de alma amordaçada

já a nada me sinto obrigada

não me sinto presa a nenhum amor

pois "ninguém é de ninguém"

para mim o amor existe sempre

apenas por dois motivos

...por tudo e por nada!


@lexis
19outubro2012

ton@lidades

 
Digo a mim mesma que o desespero nada justifica.
A mágoa de ser abandonada é a mesma de quando se abandona?
A traição sente-se de igual modo quando se trai e quando se é traída?
Terá a dor mesmo assim tantas tonalidades?
A minha é simplesmente cinzenta. E a tua?
29Set2012
@lexis

Ninho V@zio


Gravinhas empoeiradas
Penas espalhadas pela casa
Lembrando-me a cada passo
O pássaro que já cá não está
As lágrimas ficam dentro do peito
Obrigo-me a recusar libertá-las
E sangro por dentro …
 
20set2012
@lexis

mur@lha


Estridentes ruídos
Silenciosamente sós

Sinónimo de solidão perdida
Escolhida
Vivida

Tolhida por ela estou eu
Sem saber para onde me virar
Quando tudo à minha volta cai

Construo mais muralhas
Que as que posso escalar

Tenho mais mágoas
Que as que quero ter

Sinto mais sentimentos
Que seria humano sentir

Vibrações de movimentos coloridos
Sem razão de aparentar algo mais


 
... e quase tudo se desvanece numa noite de paixão

fr@quezas


Fraqueza efémera dos dias vindouros

Traz-me a paz das noites sem sonhos


Soubera eu que fechando o coração

Sofredora por ninguém jamais seria

Nem lágrimas por mim choraria



Esperança vã de não voltar a penar

Por outra alma tão perdida quanto a minha

Fraqueza de me sentir assim tão só

Ou vontade de salvar outro além de mim?

ilus@o

Fraquezas de muito pensar
Que por nós a chuva cessará
E o sol brilhará para sempre
Ilusão de marcar a diferença

E se assim fosse na verdade?
Sorrisos e o sol a brilhar
Lágrimas e a chuva a cair
Tristeza e as folhas a tombar

Mágoa e um frio intenso
Sentimentos em linha contínua
Ao longo das estações
Com a natureza a meu lado

Terei eu a coragem de notar
Que o tempo mudou?

@niversário

"Se depois de eu morrer, quiserem escrever a minha biografia, Não há nada mais simples. Tem só duas datas - a da minha nascença e a da minha morte. Entre uma e outra todos os dias são meus."

Fernando Pessoa/Alberto Caeiro
Poemas Inconjuntos