O que há @qui?

... textos da minha autoria (ou com os créditos devidos se não forem) ... imagens da internet (algumas fotos minhas) ... poesia em prosa (e prosa poética) ... links poéticos (outros não) ... as minhas músicas (também as tuas talvez) ... comentários (ou não) ... eu e o meu narcisismo... somente!

Cub@ libre


Copo alto cheio de rum e cola
Uma esguia mão namorando o copo

Cigarros consumidos em fila
Da boca saindo novelos de fumo

Música vibrantemente quente
Corpo balançando ao ritmo latino

A música crescente no tom
Os corpos girando até ao balcão

Olhos semicerrados e olhares furtivos
Conseguindo impedir as palavras

Enquanto a salsa avança na noite
Adivinhando outros ritmos...

Poetik@mente



Estende a mão
Sente a minha pele pedindo a tua
Mesmo por entre a roupa

Fecha os olhos
Cheira o meu querer-te tanto
Mesmo que eu não esteja

Abre a boca
Saboreia e beija-me
Mesmo que me não vejas
Lembra os meus lábios
Com o sabor acre do teu corpo
Mesmo que...

Amo-te muito para além de mim

@limento



Quando partes de mim o meu corpo esfria e anseia por ti
E resta-me a imensidão do teu terno toque em mim

O meu tempo de te querer não tem ponto final
O meu fado é o meu desejo de ti que não tem fim

Bebo as tuas palavras mesmo quando não as dizes
Medo tenho de as não perceber mesmo que as digas

Alimento-me sem limites do teu amor por mim
Mata a tua sede em mim em cada beijo meu

P@lavras

Todas as tuas palavras leio eu
Sôfrega de me adivinhar nelas
E todas as palavras que lá não escrevo
Por agora parecerem parcas no seu existir
Morrem lentamente nos meus dedos
Enquanto os meus olhos se fecham
E sussuram ... porquê @mor?

Escondid@



Escondi-me
De ti, de mim, de todos
Pelo cansaço

Desesperei
Por mim, por ti, por todos
Pelos desenganos

Perdi-me
De todos
Em mim
Por ti

F@do

temos vozes largadas
e emoções sentidas
jeitos entorpecidos
por entre vozes ensaiadas
temos vinho bebido de taças
... mas nada
de verdadeiramente do fado

vozes tristes pagas
para parecerem do fado
vozes com sentimento
pago com o fado
e enquanto trocamos olhares
tudo se torna mais fado
... e tudo o resto nos fica a parecer
parco de fado



Mur@da


A saudade cresce a cada dia
Agarrada ao muro que se ergue
Olho-me ao espelho e esta não sou eu
Nem tão pouco o que queria(s) que fosse
E de tanto tentar a segunda
Já nem a primeira sou

Ser m@e

Hoje, por algum motivo, porque me apetece que seja o dia da mãe... cedo o meu cantinho à minha filha. Já que não o posso dedicar também à minha em vida... que vos faça chorar como a mim!

Ser mãe..
É criar
É sofrer
É amar
É estar
É chorar
É ser
É odiar
É ser mãe!!

Mãe sei que até hoje já passaste por muito!!
Amo-te tal qual tu és...
Talvez por não estarmos bem...
Não te consigo dizer nada...
Independentemente de tudo estarei aqui...
És a minha mãe...Com ou sem defeitos...
(...)
Mãeeeeeeeeeeeeee...
Amo-te Muito...
Sofia Fonseca

Qu@tro Sentidos

Cheira
As rosas
Chegou a primavera

Sente
A cama quente
É Verão entre nós
Caem as folhas
É Outono lá fora

Será que ouves
As lágrimas que caem?
É Inverno em mim.

.......................................

Em que estação estamos mesmo ... ?

Luz negr@


Lá fora anoiteceu como aqui dentro

Uma luz negra ilumina parcamente

O que poucos conseguem ver em ti

Pergunto-me de que cor será a luz

Que brilha dentro do teu mundo...

Pó de estrel@s


Já nada tenho
De verdadeiramente bom para partilhar

Já nada quero
De ninguém para mim somente

Quero apenas
O que a vida ainda tiver para me dar

Enquanto sinto
O fardo de tempos idos carregado nos ombros

Entre o muro da morte e a certeza da pouca vida
Que resta ao comum mortal que sempre serei

Há um caminho a percorrer
Curto e rectilíneo estando de mão dada com a vida
Longo e sinuoso que vai do berço até à urna

Pelo meio haverá um instante
Em que o amor já não chega

No entretanto haverá um momento
Em que tudo o que se diga é pouco

Quando esse dia chegar já não quero estar nem ser
Quero ir e desvanecer-me entre o pó das estrelas
Que me trouxeram e me vão finalmente levar

Nesse expirar longo e cortante
Deixarei sair finalmente tudo o que não disse
Em gotículas de vapor
Transformadas em lágrimas feitas estrelas cadentes

Poem@ banal


Soubera eu recitar

esse único poema banal

que te acorda!


Um poema com palavras banais

que uma e outra vez te digo

sem récitas...


Que de banal têm apenas

o serem elas próprias

mas não o sentido.

T@nto


tanto quanto o fado
o permita
tanto quanto a vida
o deixe
tanto quanto o teu amor
o transmita
tanto quanto o fado
o deixe
tanto quanto o que te amo
o consiga mostrar
tanto quanto quem canta
o demonstre

o fado deixa sempre
ser quem o cante
o amor deixa sempre
ser quem o sente

amar-te assim
para sempre
tem um leve sabor
a fado

Silencios@mente


Peguei na folha
Como tantas outras vezes

Afinei a pena
Como em tantos outros dias

Pensei em ti
Como sempre desde que contigo estou

Nada sai da minha mão parada
Como já vem sendo hábito

E tudo a pouco e pouco se esvai
Em cada palavra que me não dizes

´@ pele...


... Porque não és esse fim

És este meu princípio

Porque a cada toque teu

A pele que sei ser tua

Sinto-a como minha ...

@mo-te porque SIM

Apen@s nós







Trouxesse eu o fado
Trouxesse eu o sentimento
Seriam para todo o sempre meus

Trouxesse eu o céu
Trouxesse eu o firmamento
Seriam para todo o sempre teus

Trouxesse eu o luar
Trouxesses tu o mar
Seríam eternamente nossos

Nada disto tendo fico apenas eu
Cantarolada num fado simples
Que me sopra que mesmo sem nada
Nem um verso sequer que rime
Nem um luar que seja só nosso
... Nós somos só nossos ...

4 est@ções


Chove nos meus olhos água caída dos céus
Derramada por um qualquer deus inquieto

Neva nos meus pés flocos de algodão doce
Deixado cair por alguém passando por mim

Tombam folhas secas nos meus braços nus
Mascaradas de cabelos morenos e mornos

Sinto o calor do sol no meu rosto tisnado
Tal furna de água de nascente fervente

Derivo ao vento lambendo sal nos lábios
Julgando-me barco ao sabor das marés

Sinto a natureza toda em mim quando te pressinto
Descobrindo no teu olhar as quatro estações por inteiro

Procur@-me



Sinto o calor do sol
Durante a noite inteira
E ainda o frio da lua
Embora o sol a esconda

Torno-me transparente
Num simples piscar de olhos
Assaltam-me mil pensamentos
E pressentimentos constantes
Mas difusos e em linha recta

Ao pisar uma estrada
Repleta de pedras cortantes
Não consigo olhar o horizonte
Apesar de o sentir tão perto

Procuro-te incessantemente
Num lugar distantemente perto
Mas não te toco por não te ver

Não te procuro em mim mesma
Quando me revejo na água lisa
Apenas ouço uma voz sumida
"Procura-me e encontras-me
Bem no fundo dos teus olhos"