Hoje acordei do lado errado da vida
Digo as palavras erradas
E sinto que nada as concerta
Amei os homens errados
E eu sei que não sou A certa
Faço tudo do modo errado
E nada do que sinto o acerta
Tenho os olhares errados
Em direcção às pessoas certas
Mas não tem jeito… não acerto!
O que há @qui?
... textos da minha autoria (ou com os créditos devidos se não forem) ... imagens da internet (algumas fotos minhas) ... poesia em prosa (e prosa poética) ... links poéticos (outros não) ... as minhas músicas (também as tuas talvez) ... comentários (ou não) ... eu e o meu narcisismo... somente!
lembr@nça
Ouvi em tempos o fado cantado de boca em boca
Que me avisava que o meu Fado não eras tu
Lembro ainda as promessas vãs de noites intensas
Feitas em surdina em cada pormenor, gesto, olhar
Recordo vagamente ainda querer em ti acreditar
E nas mentiras que me oferecias como verdades
Acordei então para esta realidade crua, fria e magoada
De já nada querer lembrar, nem sequer do que senti!
@deus
de ti só me resta
o que agora permanece aqui comigo,
num cantinho só meu,
a lembrança dolorida do fim
e a sombra de tudo o que já fomos
um dia...
dor
A dor que me acompanha hoje
É a mesma que trago de ontem
A mágoa que ainda sinto agora
Será talvez a mesma amanhã
Embalando-me para lá do nunca
Adormecendo-me para sempre
A lonjura da imensidão de estar perto
É ferida que dói aqui a céu aberto
Motivo porque entre os lençóis choro
Neste sentimento da ausência de ti
cl@mor
Conta-me uma mentira que seja breve
Diz-me o que sentes e calas em ti
Faz-me acreditar que até vale a pena
Sente a minha pele que por ti chama
Faz-me vibrar com um leve sussurro
Mesmo que seja para me dizer adeus
Ou um até breve que já se adivinhava
inst@nte
Canta-me uma longa música que seja só nossa
Mesmo que todos os outros também a saibam
Sussurra-me devagar roucamente e bem baixinho
O que faríamos os dois na loucura deste instante
Diz-me olhando-me de frente bem nos meus olhos
Que a melodia que nos embala é apenas esta música
Convence-te do que os teus olhos me não dizem!
cheiro de ti
Ainda que nada o faça prever
Sem ter razão sequer de o ser
Mesmo que nem eu o saiba enfim
Tudo o que de mim emana agora
Cheira à minha imensa falta de ti
Tenho vontade de seguir até ao fim
Com tudo ou nada de razão talvez
Quero que voltes desse sono sem mim
Mesmo que doa horrores na pele
Até que o sofrimento nos seja quase doce
solid@o
Sem nada com direito a tudo
Sem mágoa por nem isso sentir
Pergunto ao céu porquê
Nem um sinal nem réstea de nada
Para me fazer ainda assim crer
Que há uma razão para tudo
Sem o tempo certo de sentir
Acabo por não saber o que fazer
Do imenso mar de tudo o que já tive
Nem do parco papel que tenho aqui
Só tenho direito a solidão…
mei@s palavras
As meias palavras que trocamos
São as que nos matam e sufocam
Até já sermos só metade de nós
Os meios sentimentos que temos
São os que nos reduzem e apagam
Já nem sabemos onde cada um começa
As meias verdades que vivemos
São as que nos tragam de dor pela mentira
E nos fazem sofrer por serem apenas metade
Tudo isto já nós vivemos vezes sem fim
Apenas dói mais porque agora sara devagar
Como uma queimadura intensa sob a pele
São as que nos matam e sufocam
Até já sermos só metade de nós
Os meios sentimentos que temos
São os que nos reduzem e apagam
Já nem sabemos onde cada um começa
As meias verdades que vivemos
São as que nos tragam de dor pela mentira
E nos fazem sofrer por serem apenas metade
Tudo isto já nós vivemos vezes sem fim
Apenas dói mais porque agora sara devagar
Como uma queimadura intensa sob a pele
um nad@
vid@
Tentaram colocar um preço na minha parca vida
Disseram-me “tudo tem um custo e a vida não é excepção”
Perguntei-me “Quanto vale a minha vida?”
Ela mesmo me diz “Tem o valor que me dás!”
Penso...
Julgo saber-te quase de cor por entre o teu corpo
Ainda tenho por descobrir algo que seja só meu
Creio que um sentimento por mim de ti imana
Igualado já pelo que a minha pele sempre clama
Não posso ter já a efémera ilusão de ser única
Temo que pelo meio de nos irmos descobrindo
Os olhos nos olhos lhes desvendem demais…
Sonh@ndo
Vagueio por campos verdes
Apercebo-me de caminhos
E imagino ...
Passeio por montanhas com neve
Vejo cabanas de madeira
E lembro ...
Após um dia de lembranças
Que não são mais que sonhos
Deito-me sozinha e sonho
... mais uma vez.
Apercebo-me de caminhos
E imagino ...
Passeio por montanhas com neve
Vejo cabanas de madeira
E lembro ...
Após um dia de lembranças
Que não são mais que sonhos
Deito-me sozinha e sonho
... mais uma vez.
...@manhã não estou aqui!
Segue os meus passos incertos até ao além-mar
Mesmo caminhando perdida e sem direcção
Segue as minhas palavras até ao silêncio
Enquanto o ruído da vida se escoa em mim
Segura o meu rosto frio com mãos quentes
Acercando-te a pouco e pouco do meu corpo
Fecha-me os olhos marejados num beijo terno
Amando-me hoje "que amanhã não estou aqui"
Mesmo caminhando perdida e sem direcção
Segue as minhas palavras até ao silêncio
Enquanto o ruído da vida se escoa em mim
Segura o meu rosto frio com mãos quentes
Acercando-te a pouco e pouco do meu corpo
Fecha-me os olhos marejados num beijo terno
Amando-me hoje "que amanhã não estou aqui"
Pontu@ção
Não sei onde colocar o ponto final
Pouco sei de pontuação
No início da frase, um travessão
A meio e muitas vezes,
Quando me questiono?
Quando grito exclamo!
Se tenho dúvidas ?!?
Quando me indigno!
Quando não sei o que dizer…
Quando me irrito GRITO
Tudo tão rectilíneo e definido
Mas a vida não é em linha recta
Cada vez + tem – lógica
E SEMPRE me vou perguntar: – Será?!? …
@inda
Já me senti assim um dia
Como se não houvesse amanhã
E o ontem não fosse meu
Já tive este calor infernal
Pela ânsia de me sentir viva
E nada mais houvesse
Ainda tenho chama em mim
Que arde pelo teu calor
E por um beijo cálido
Ainda acho que é possível
Amar até mais além
Mesmo que não estejas aqui
Págin@s
Hoje abri um livro de recordações
E lembrei-me de como relemos
Poesia em palavras sem rima
Hoje virei uma página garatujada
De um livro pequeno - a minha vida
E recordei como viravas cada página
Do que eu escrevia a pensar em ti
a soluç@o ... ?
A solução é arrumar os sonhos numa gaveta
Fechá-los a cadeado e esquecer-me deles
Naquele recanto que só eu conheço
Entre as palavras repetidas vezes sem fim
Por entre os olhares de esperança sem idade
E porque não arranjar uma garrafa bem grande
Colocar tudo lá dentro, tapá-la com uma rolha gigante
Imagina quem encontrasse aquela garrafa cheia de nada
Retirava a rolha e tu sumias como se nunca tivesses existido...
C@nsei...
Cansei de fechar os olhos ao que é podre
E então respirar fundo contar até 100 e recomeçar
Cansei de ver o mundo cor-de-rosa
Mesmo sabendo que ele é essencialmente cinzento
Cansei de achar que não mereço mais que isto
E ter a certeza que as forças para lutar já me faltam
Cansei de desistir e estou prestes a desistir de estar cansada
E então respirar fundo contar até 100 e recomeçar
Cansei de ver o mundo cor-de-rosa
Mesmo sabendo que ele é essencialmente cinzento
Cansei de achar que não mereço mais que isto
E ter a certeza que as forças para lutar já me faltam
Cansei de desistir e estou prestes a desistir de estar cansada
Aqui e @gora
Aqui e agora… sentimento cru e esvaziado dele mesmo
Porque nada prende um ao outro
A não ser o mútuo esquecimento.
Faculdade de lembrar por um momento ténue
O que nunca fora vivido
Revela então imaginação bastante
E revive-se a todo o instante sonhos inventados
Nos delírios nocturnos dos suores frios
De variados pesadelos recorrentes iguais
Fica então tanto por dizer
Por nada conseguir repousar
Em simples palavras
Tudo seria tão bem mais simples
Sem esta malfadada humana pseudo-inteligência
Corrosiva por ela mesma de um sentimento
Fortemente mesclado de amor e ódio
Será dentro de cada um enfim
Um mero negócio que tentamos fechar com o nosso eu
É um optar livremente (pensamos nós)
Entre o que se quer sentir por não poder pronunciar
E o dizer velando não magoar ao redor
Com a certeza quasi mortal que ao invés assim não seria
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