O que há @qui?

... textos da minha autoria (ou com os créditos devidos se não forem) ... imagens da internet (algumas fotos minhas) ... poesia em prosa (e prosa poética) ... links poéticos (outros não) ... as minhas músicas (também as tuas talvez) ... comentários (ou não) ... eu e o meu narcisismo... somente!

Mur@da


A saudade cresce a cada dia
Agarrada ao muro que se ergue
Olho-me ao espelho e esta não sou eu
Nem tão pouco o que queria(s) que fosse
E de tanto tentar a segunda
Já nem a primeira sou

Ser m@e

Hoje, por algum motivo, porque me apetece que seja o dia da mãe... cedo o meu cantinho à minha filha. Já que não o posso dedicar também à minha em vida... que vos faça chorar como a mim!

Ser mãe..
É criar
É sofrer
É amar
É estar
É chorar
É ser
É odiar
É ser mãe!!

Mãe sei que até hoje já passaste por muito!!
Amo-te tal qual tu és...
Talvez por não estarmos bem...
Não te consigo dizer nada...
Independentemente de tudo estarei aqui...
És a minha mãe...Com ou sem defeitos...
(...)
Mãeeeeeeeeeeeeee...
Amo-te Muito...
Sofia Fonseca

Qu@tro Sentidos

Cheira
As rosas
Chegou a primavera

Sente
A cama quente
É Verão entre nós
Caem as folhas
É Outono lá fora

Será que ouves
As lágrimas que caem?
É Inverno em mim.

.......................................

Em que estação estamos mesmo ... ?

Luz negr@


Lá fora anoiteceu como aqui dentro

Uma luz negra ilumina parcamente

O que poucos conseguem ver em ti

Pergunto-me de que cor será a luz

Que brilha dentro do teu mundo...

Pó de estrel@s


Já nada tenho
De verdadeiramente bom para partilhar

Já nada quero
De ninguém para mim somente

Quero apenas
O que a vida ainda tiver para me dar

Enquanto sinto
O fardo de tempos idos carregado nos ombros

Entre o muro da morte e a certeza da pouca vida
Que resta ao comum mortal que sempre serei

Há um caminho a percorrer
Curto e rectilíneo estando de mão dada com a vida
Longo e sinuoso que vai do berço até à urna

Pelo meio haverá um instante
Em que o amor já não chega

No entretanto haverá um momento
Em que tudo o que se diga é pouco

Quando esse dia chegar já não quero estar nem ser
Quero ir e desvanecer-me entre o pó das estrelas
Que me trouxeram e me vão finalmente levar

Nesse expirar longo e cortante
Deixarei sair finalmente tudo o que não disse
Em gotículas de vapor
Transformadas em lágrimas feitas estrelas cadentes

Poem@ banal


Soubera eu recitar

esse único poema banal

que te acorda!


Um poema com palavras banais

que uma e outra vez te digo

sem récitas...


Que de banal têm apenas

o serem elas próprias

mas não o sentido.

T@nto


tanto quanto o fado
o permita
tanto quanto a vida
o deixe
tanto quanto o teu amor
o transmita
tanto quanto o fado
o deixe
tanto quanto o que te amo
o consiga mostrar
tanto quanto quem canta
o demonstre

o fado deixa sempre
ser quem o cante
o amor deixa sempre
ser quem o sente

amar-te assim
para sempre
tem um leve sabor
a fado

Silencios@mente


Peguei na folha
Como tantas outras vezes

Afinei a pena
Como em tantos outros dias

Pensei em ti
Como sempre desde que contigo estou

Nada sai da minha mão parada
Como já vem sendo hábito

E tudo a pouco e pouco se esvai
Em cada palavra que me não dizes

´@ pele...


... Porque não és esse fim

És este meu princípio

Porque a cada toque teu

A pele que sei ser tua

Sinto-a como minha ...

@mo-te porque SIM

Apen@s nós







Trouxesse eu o fado
Trouxesse eu o sentimento
Seriam para todo o sempre meus

Trouxesse eu o céu
Trouxesse eu o firmamento
Seriam para todo o sempre teus

Trouxesse eu o luar
Trouxesses tu o mar
Seríam eternamente nossos

Nada disto tendo fico apenas eu
Cantarolada num fado simples
Que me sopra que mesmo sem nada
Nem um verso sequer que rime
Nem um luar que seja só nosso
... Nós somos só nossos ...

4 est@ções


Chove nos meus olhos água caída dos céus
Derramada por um qualquer deus inquieto

Neva nos meus pés flocos de algodão doce
Deixado cair por alguém passando por mim

Tombam folhas secas nos meus braços nus
Mascaradas de cabelos morenos e mornos

Sinto o calor do sol no meu rosto tisnado
Tal furna de água de nascente fervente

Derivo ao vento lambendo sal nos lábios
Julgando-me barco ao sabor das marés

Sinto a natureza toda em mim quando te pressinto
Descobrindo no teu olhar as quatro estações por inteiro

Procur@-me



Sinto o calor do sol
Durante a noite inteira
E ainda o frio da lua
Embora o sol a esconda

Torno-me transparente
Num simples piscar de olhos
Assaltam-me mil pensamentos
E pressentimentos constantes
Mas difusos e em linha recta

Ao pisar uma estrada
Repleta de pedras cortantes
Não consigo olhar o horizonte
Apesar de o sentir tão perto

Procuro-te incessantemente
Num lugar distantemente perto
Mas não te toco por não te ver

Não te procuro em mim mesma
Quando me revejo na água lisa
Apenas ouço uma voz sumida
"Procura-me e encontras-me
Bem no fundo dos teus olhos"

Um @cordar triste



Hoje tive um acordar triste e chorei a pensar em ti
Cruzo agora lentamente os braços sobre mim
Num estreito abraço porque não estás aqui

Sinto um aperto no coração a cada dia que passa
Penso que não sou eu que tu queres
Julgo a cada momento que não me persegues a mim
Mas sim a boa imagem de mim, como se isso pudesse existir!

Fiquei agora ainda mais triste porque me apercebo
Que eu sou só isto e tu precisas de muito mais
Eu queria ser um pouco mais original, não, única!
Mas eu serei apenas só isto e tu pareces querer muito mais

A cada dia te amo mais que a mim mesma
Talvez porque sejas na essência o que eu gostava de ser
Talvez por sentires intensamente cada breve instante
Talvez por teres tantas certezas sobre tantas coisas

Tenho a cabeça cheia de talvez, provavelmente e quem sabe!
Magoam-me os pormenores mas escolho não pensar nisso
Escondo-me no silêncio em mim, engulo e enrolo as palavras
Hábito de muitos anos de solidão mesmo imersa numa imensa multidão

Perdi-me em alguma curva do meu caminho
E não consigo achar o caminho de volta, pelo menos sozinha...

Inquietação do f@do



Ainda ouço a tua voz
Que lentamente me sussurra
Por entre as franjas negras
De um xaile rendado

Ai se eu fosse vento
Sussurrava-te de volta
E embalava-te em mim

Ainda recordo o teu olhar
Que languidamente me espia
Por entre as brancas chamas
De uma vela guardada

Ai se eu fosse ladra
Roubava-te de ti só para mim
E recordava-te da tua voz

Hoje


Hoje sobro
Entre as chamas de duas velas
E escrevo sobre o que não falo

Hoje sinto
Um nó na garganta de medo
E calo o que me apetece gritar

Hoje murcho
O meu sentimento regado a lágrimas
E receio até o que escrevo

Hoje sou
Muito mais eu que algum dia
E adormeço chorando @mando-te

Porque


Sinto falta de ti
Porque sim

Sinto falta
Do teu toque leve

Sinto falta de me sentir
Ao pé de ti

Não me imagino sozinha
Nem sem ti

Se me perguntarem porquê
Apenas porque sim
Apenas porque é assim
Apenas porque

Chuv@ ?!?



Quantas vezes senti
Que não era eu que olhava a chuva
Mas sim a chuva que olhava para mim

Tantas quantas as vezes que reparo
Que afinal talvez não seja chuva
Mas sim gotas de sal dos meus olhos

Reflexos



Deslizam as mãos em paralelo
Por um espelho enorme
A im@gem reflectida não sou eu
"É qualquer coisa de intermédio "
Entre o que sou e o que quero ser
O vapor toma conta do reflexo
E tudo se desvanece em nevoeiro
Consigo quase adivinhar-me
Pelo meio dos riscos que faço no vidro
E quase que consigo esquecer-me
De como pareço realmente
Perco-me então em considerações
Sobre o que vou ser nesse dia
Algumas máscaras chegam
E nunca ninguém saberá
Se me perco ou me acho
Naquelas horas de disfarce
Nem mesmo eu!