O que há @qui?

... textos da minha autoria (ou com os créditos devidos se não forem) ... imagens da internet (algumas fotos minhas) ... poesia em prosa (e prosa poética) ... links poéticos (outros não) ... as minhas músicas (também as tuas talvez) ... comentários (ou não) ... eu e o meu narcisismo... somente!

Ode a um des@parecido

Vaguearei por aquela loja imensa
E comprarei um CD só para mim
Mesmo que seja um repetido
Beberei um café naquela mesa
Onde corei com um sussurro

Lembrar-me-ei de ti quando for à Foz
E sentar-me-ei no mesmo local
Onde senti as tuas mãos
Recordar-te-ei vendo o sol de outono
Junto a uma qualquer praia

Passearei pela margem da Ria
E perguntarei aos pescadores
Se têm alguma memória de nós
Saborearei um vinho especial
In that old crummy hotel

Sentar-me-ei naquele tronco seco
No meio daquele areal imenso
Fecharei os olhos contra o sol
Quase ouvindo a tua voz
Descrevendo-me no meio de Sintra

Passearei só pelo meio de ruínas
Tocando em cada uma das pedras
Imaginando uma estória
Palmilharei o descampado
Quase vislumbrando Avalon

Deitar-me-ei imaginando
Que afinal tudo foi um sonho
Sonhado de olhos abertos
Resistindo à tentação de os abrir
Pois é chegada a hora de acordar

Abril/2001

2 comentários:

  1. isso é que foi uma viagem e pêras,
    e maças e mangas e tomates!


    Uma ida ao sonho, quando o
    Presente bate à porta...

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